sábado, 26 de fevereiro de 2011

Não venham me dizer que me tornei uma pessoa amarga. Por mais otimista que alguém possa ser, com o passar do tempo a vida perde um pouco a cor. Assim como a pele vai perdendo o seu brilho. Agora eu entendo que as rugas realmente são os sinais dos dessabores da vida. E são tantos!

É verdade mesmo que tudo está na infância. Eu a tive linda, inteira, irretocável. Talvez por isso sinto tudo de maneira tão arrebatadora.

Crescer dói por mais que se busque a leveza de outrora. É enxergar tudo e não ter, na maioria das vezes, a maturidade para lidar com as situações. Há ainda hoje, "adulta", uma situação gostosa, uma boa música nova para se ouvir, um prato a ser experimentado, muitas coisas para se descobrir. Mas a felicidade é sim aquela estória de não existir em todos os dias. Há sempre um raio de um "porém".

A felicidade está mesmo nos momentos. E nesses momentos, cadê a minha Tininha?


PS: sinto saudades das pessoas.

PS 2: é por isso que muitos resolvem ter filhos? Para lembrar como era?

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domingo, 29 de agosto de 2010

Para mim não há série de televisão que supere aquela que há mais de um ano vem me causando um frenesi.

“Super Vicky”, “O Incrível Hulk”, “MacGyver”, “Magnum”, “A Gata e o Rato”, “Caras e Caretas”, “Primo Cruzado”, “Jornada nas Estrelas”, “Casal 20”, “A Ilha da Fantasia”, “Hawaii 5.0”, “A Feiticeira” (nunca gostei muito; para mim era uma imitação ruim da Jeannie), “Jeannie é um Gênio”, “Barrados no Baile” (entenda, eu era uma adolescente, rs), “Friends”, “The Nanny”, “Os Simpsons”, “Sex and the City”, “Two and a Half Man”, “House”, “The Big Bang Theory”, “Mad Men”, “Oz”. Esses são alguns dos seriados estrangeiros que assisti ao longo da minha vida, uns mais, outros menos, outros bem menos ainda (às vezes, coisa de zapiar TV e ver um trecho aqui e ali). Via mais por diversão e não tinha a fissura de ver toda uma temporada completa. Na verdade, principalmente quando criança, nem sabia que havia uma sequência. Para mim os episódios eram independentes.

Minha postura diante de uma série televisa mudou depois de “Dexter”. Fui apresentada ano passado e agora estou muito ansiosa para acompanhar a quinta temporada. Seriado de 2006, a primeira vez que concorreu ao Emmy já levou o prêmio de melhor abertura. Não vou listar os prêmios, mas achei que este merecia ser mencionado. Hoje é dia de Emmy 2010. Torço para que leve tudo a que concorre: melhor série dramática, elenco, ator, direção (para Steve Shill, episódio “The Getaway”, o último da 4ª temperoda), edição – single câmera (também para o 12º episódio), produção para mídia alternativa e mixagem de som (“Hello, Dexter Morgan”). Este ano o seriado já conseguiu o prêmio de melhor ator convidado (merecidamente para John Lithgow em “Road Kill”). Se Michael C. Hall foi premiado este ano com um Globo de Ouro, quem sabe logo logo um Emmy?! Estou na torcida.

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